No início de 2008, a ESPN transmitiu uma série de programas intitulada "Football - Rivalries". Dedicada a mostrar como são as principais rivalidades entre clubes de futebol em todo o mundo, a série mostra que mais do que um jogo, o futebol envolve política, divisões culturais e religiosas.
A seguir, seguem dois vídeos com legendas em português sobre as rivalidades de Lazio e Roma, na Itália, e entre Fenerbahçe e Galatasaray, na Turquia. Os programas estão completos, o que corresponde a cerca de 25 minutos cada. Pode ser que a vizualização seja dificultada justamente pelo tamanho dos vídeos. No Youtube, os vídeos estão em três partes, mas como não os encontrei com legenda, busquei esses no www.videolog.tv. Lá não está o programa Celtic x Rangers, que mostra a rivalidade entre católicos e protestantes no futebol escocês.
Outras rivalidades abordadas são Real Madrid x Barcelona; Boca Juniors x River Plate; Tottenham x Arsenal; Liverpool x Manchester United; Hadjuk x Dinamo; Milan x Inter; Ajax x Feyenoord; Schalke 04 x Borussia Dortmund e outras que me fogem à memória. No Brasil, foi escolhido Flamengo x Fluminense. Cá entre nós, não foi a escolha mais feliz. No Rio mesmo, Flamengo x Vasco é uma rivalidade mais forte do que a do FlaFlu!
Em Lazio x Roma, é oportunidade para verificar como disputas políticas estão inseridas no futebol, inclusive o fascismo. Já Fenerbahçe x Galatasaray tem uma característica única: cada clube está em um continente. São europeus contra asiáticos em um mesmo país.
Para um grupo de fiéis da cidade de Rosario, na Argentina, Deus é argentino e se chama Diego. Há dez anos, foi fundada a Iglesia Maradoniana. E neste 30 de outubro, é comemorado o ano 48 d.D. (depois de Diego).
Eles possuem orações próprias, rituais próprios e até Bíblia própria. Mas claro, tudo foi adaptado a homenagens a Diego Armando Maradona. O livro sagrado, por exemplo, é a biografia do novo treinador da seleção argentina de futebol, enquanto a hóstia é substituída por pedaços de pizza marguerita, refeição predileta do ídolo.
Segundo os fundadores da Igreja, pelo mundo, estão espalhados cem mil seguidores de Diego. Resta saber quantos desses estão no Brasil. Afinal, entre os dez mandamentos, além de dar o nome de Diego ao filho, é necessário defender a camisa argentina.
Se você quer aderir à Iglesia Maradoniana, prepare-se, você já pode aprender a cantar músicas como: "Ó brasileiro, porque estás tão triste? É porque reconheces que Diego foi o maior de todos os tempos?! Maior até do que Pelé!"
Vídeos, fotos e mais informações sobre a Igreja de La Mano de D10S (uma referência ao gol marcado de mão por Maradona contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986 e, claro, ostentando a camisa 10) podem ser encontrados em: www.iglesiamaradoniana.com.ar
Se você mora em uma cidade longe do litoral, mas tem uma vontade imensa de surfar, eis uma solução.
Você não vai precisar de prancha, não terá que enfrentar água fria e o risco de um afogamento é zero!
No entanto, habilidade e equilíbrio ainda são essenciais!
Basta achar uma corrente daquelas entre dois canos que qualquer cidade tem.
O "surf na corrente" é mais um desses esportes que surgiram no meio urbano, em que os praticantes adaptaram instalações das cidades para uma prática de exercício físico. Mas nesse caso, não é necessário nem o uso de patins, skates e bicicletas.
Para entender como funciona esse jovem esporte, assista a apresentação do pessoal da Vila Madalena, em São Paulo:
O que é fazer parte da maior torcida do mundo? A Nike tentou descobrir. Veja e responda: Em 2'10" dá pra explicar a torcida do Flamengo?
"Visitar o Museu do Futebol é visitar a história do Brasil no século XX!"
Foi assim que definiu o curador do Museu do Futebol, Leonel Kaz.
Inaugurado ontem no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, o Museu do Futebol estará aberto ao público a partir desta quarta-feira ao custo de R$ 6,00.
Quem não tiver a oportunidade de ir até São Paulo pode conhecer um pouco desta história na galeria de fotos de André Mendonça: http://www.pbase.com/andremendonca/museudofutebol
No mundial de futsal de 2008 é assim: o Brasil joga em casa e busca retomar o posto de melhor do mundo perdido para a Espanha nos dois últimos mundiais. Além dos bicampeões, que têm a ajuda de três brasileiros, o time canarinho tem como principal ameaça o time dos italianos, ou melhor, o time dos ítalo-brasileiros!
Explico: cada seleção inscreveu 14 jogadores e todos os inscritos da Itália nasceram no Brasil. No país europeu, o futsal não é profissionalizado, por aqui sobram bons jogadores para pouco espaço na seleção. As
sim, muitos atletas descendentes de italianos migram para a "Bota", conseguem o passaporte e passam a defender a camisa azul. Na última edição do mundial, a Itália usou 12 brasileiros e ficou com o vice-campeonato, a frente do próprio Brasil, que amargou a terceira colocação.
Quanto à Espanha, campeã nas edições da Guatemala'2000 e China Taipei'2004, os brasileiros Marcelo, Daniel e Fernandão estarão em quadra na busca pelo tri.
Mas não pára por aí. Dois atletas nascidos no Brasil defenderão a Rússia, que corre por fora na briga pelo título, e um jogará pelo Japão e mais um pelos Estados Unidos.
Em tempo. O mundial começou nesta terça-feira com vitória brasileira sobre o Japão por 12 a 1. Já a Itália bateu a Tailândia por 1 a 0. Os jogos serão disputados em Brasília e no Rio de Janeiro.
Vendo os atletas brasileiros pedindo desculpas pela não obtenção de medalhas e sobre o que se faz pelo esporte no Brasil, Ronaldo Pacheco resolveu escrever este texto sobre quem deve desculpas a quem.
Por Ronaldo Pacheco*
Desculpem pela falta de espaços esportivos nas escolas;
Pela falta de professores de educação física nas séries iniciais;
Desculpem pela falta de incentivo na base;
Desculpem pela falta de praças esportivas;
Desculpem pelo discurso de que “o esporte serve para tirar a criança da rua” (é muito pouco se for só isso!);
Desculpem pela violência nas ruas que impede jovens de brincar livremente, tirando deles a oportunidade de vivenciar experiências motoras;
Desculpem se muito cedo lhe tiraram o “esporte-brincadeira” e lhe impuseram o “esporte-profissão”;
Desculpem pelo investimento apenas na fase adulta quando já conseguiram provar que valia a pena;
Desculpem pelas centenas de talentos desperdiçados por não terem condições mínimas de pagar um transporte para ir ao treino, de se alimentar adequadamente, ou de pagar um “exame de faixa”;
Desculpem por não permitirmos que estudem para poder se dedicar integralmente aos treinos.
Desculpem pelo sacrifício imposto aos seus pais que dedicaram seus poucos recursos para investir em algo que deveria ser oferecido gratuitamente;
Desculpem levá-los a acreditar que o esporte é uma das poucas maneiras de ascensão social para a classe menos favorecida no nosso país;
Desculpem pela incompetência dos nossos dirigentes esportivos;
Desculpem pelos dirigentes que se eternizam no poder sem apresentar novas propostas; Desculpem pelos dirigentes que desviam verbas em benefício próprio;
Desculpem pela falta de uma política nacional voltada para o esporte;
Desculpem por só nos preocuparmos com leis voltadas para o futebol (Lei Zico, Lei Pelé, etc.);
Desculpem se a única lei que conhecem ligada ao esporte é a “Lei do Gérson” (coitado do Gérson);
Desculpem pelos SECRETÁRIOS DE ESPORTE de “ocasião”, cujas escolhas visam a atender apenas promessas de ocupação de espaços político-partidários (e com pouca verba no orçamento);
Desculpem pelos políticos que os recebem antes ou após grandes feitos (apenas os vencedores) para usá-los como instrumento de marketing político;
Desculpem por pensar em organizar “Olimpíadas” se ainda não conseguimos organizar nossos ministérios; nossas secretarias, nossas federações, nossa legislação esportiva;
Desculpem por forçá-los, contra a vontade, a se “exilarem” no exterior caso pretendam se aprimorar no esporte;
Desculpem pela cobrança indevida de parte da imprensa que pouco conhece e opina pelo senso comum.
Desculpem o povo brasileiro carente de ídolos e líderes por depositar em vocês toda a sua esperança;
Desculpem pela nossa paixão pelo esporte, que como toda paixão, nem sempre é baseada na razão;
Desculpem por levá-los do céu ao inferno em cada competição, pela expectativa criada;
Desculpem pelo rápido esquecimento quando partimos em busca de novos ídolos;
Desculpem pelas lágrimas na derrota, ou na vitória, pois é a forma que temos para extravasar o inexplicável orgulho de ser brasileiro e de, apesar de tudo, acreditar que um dia ainda estaremos entre os grandes.
*Professor da Secretaria de Educação do DF (cedido à UnB). E-mail: ronaldop@ucb.br
Quando era criança, há pouco mais de dez anos, no Brasil, dois esportes disputavam quem vinha depois do futebol. O basquete tinha gigantes como Oscar, Hortência e Paula. Já o vôlei vivia as glórias de ter conseguido o primeiro ouro em esportes coletivos em Barcelona'92.
Hoje, não há duvidas, o vôlei é o segundo esporte mais popular do país. Pense um segundo, aquele seu amigo que não é ligado em esportes conhece algum(a) jogador(a) da seleção de basquete? Ou sabe que o treinador do time masculino é espanhol?
Ok, um jogador pode até ser conhecido, mas não recebe a mesma admiração que os comandados de Bernardinho ou das meninas campeãs olímpicas.
O basquete vive seu caminho ladeira abaixo justamente quando os brasileiros começam a figurar na NBA. Mas o que isso adianta se eles não vestem o uniforme da seleção nacional? E se as disputas políticas no esporte por aqui atrapalham a organização de campeonatos fortes?
O vôlei cresceu, temos três medalhas de ouro em Olimpíadas num intervalo de apenas quatro jogos olímpicos. Esse post fica por aqui, afinal a quarta medalha pode vir daqui a poucos minutos.
O Dispepsia, blog de Juliana Semedo, integrante do Projeto Blogs, apresenta uma bela ligação entre intervenção urbana e esportes: http://dispepsia.wordpress.com/2008/06/26/isso-tambem-e-intervencao/
Com essa precisão, o rapaz patrocinado pela Nike poderia ser cobrador de faltas de muito time no Brasileirão.
Resta saber qual o incentivo que a Nike forneceu para a realização deste vídeo. Afinal, seria muita coincidência que o uniforme, a chuteira e a bola fossem todos artigos da fabricante norte-americana.
Fabricante que inova em suas estratégias de marketing. Nem sempre muito positivas, como mostra o Rola Blog.
Estima-se que cerca de 30 mil funcionários do governo chinês sejam encarregados de monitorar a Internet e o que é acessado no país-sede dos Jogos Olímpicos.
Jornalistas envolvidos na cobertura das disputas em Pequim não puderam ver, mas a BBC conseguiu contato com o rapaz de Edimburgo responsável pelo protesto pró-Tibet realizado na última quarta-feira (6) em solo chinês.
O estudante Iain Thom usou o lema dos Jogos: "One World, One Dream" (Um mundo, um sonho) acompanhado de "Free Tibet" em um grande banner posicionado em frente ao Estádio Nacional, apelidado de Ninho de Pássaro.
Como pode ser visto no vídeo, o pai do ativista deu apoio à ação. E, apesar da repressão sempre associada à imagem da polícia chinesa, Thom foi bem tratado.